sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Deixa disso, jovem e Buracos de Minhoca

Após o, no mínimo, incomum texto de Bruno, venho para "apaziguar" (após um bom, tempo, confesso) a situação...
FALEMOS DE FÍSICA!!!

Para ser mais específico, sobre Buracos de Minhoca:


Por Rafael Quaresma



 As pessoas, em geral, tendem a interpretar o tempo como uma sequência linear e perfeitamente ordenada, enquanto na verdade trata-se, nas palavras do “Doutor” da série de ficção científica Britânica “Doctor Who”, de “Uma grande bola de um barato muito doido de Espaço-Tempo... Coisado”. Bom, ele está certo! Pelo menos é isso que Einstein nos mostrou há mais de meio século, através da Teoria da Relatividade (caso você não conheça a teoria, tudo bem! Aqui vai um pequeno (realmente muito pequeno...) resumo: ignorando toda a matemática da mesma, Einstein quis demonstrar ser real a diferença entre o tempo que você passa conversando com sua amada e o mesmo período de tempo com as mãos no fogo. SIM, O TEMPO É PESSOAL, e NÃO UNIVERSAL!).
Aqui lidaremos com o casal perfeito formado pelo Espaço e o Tempo, sempre juntos, agindo e interferindo diretamente um na vida do outro, formando “um elemento só”, o Espaço-Tempo. Einstein provou que o “tecido cósmico” é maleável, ou seja, os corpos celestes nele presentes são capazes de distorcer sua configuração (se quiser entender melhor essa deformação, experimente colocar sobre seu colchão um objeto bem pesado, - suponhamos que você tenha uma bolinha de gude bem massiva - é bem provável que você tenha notado que uma parte de seu colchão formou uma espécie de vala ao redor da bolinha, e assim acontece com os astros em nosso cosmo) o que o tornaria uma espécie de cilindro em constante expansão.
“Se o universo é curvo deve ser possível criar pontes ou outras curvas dentro dele”, foi a conclusão que chegou o matemático Kurt Gödel, amigo de Einstein, em 1949.

Começa a se desenhar o nome “Buracos de Minhoca”, oriundo do inglês Wormhole (Worm + Hole ), onde “Worm”, em inglês, representa, aparentemente, qualquer inseto considerado pela maioria (por conta dos padrões de beleza...)  como asqueroso e repugnante (nesse caso a minhoca foi a contemplada, apesar de que adiante explicarei porque a lagarta deveria ter sido a escolhida) e “Hole” é simplesmente “Buraco” e essa é a semântica do nome, já a origem da expressão se dá por conta dos buracos feitos pela lagarta para chegar de uma das faces de, por exemplo uma maçã (provavelmente a fruta mais comentada pela Física por culpa de Newton...) à outra, evitando o transtorno de ter que percorrer um maior perímetro, utilizando-se apenas a superfície da mesma.

Mas aqui começam os problemas na teoria, não apenas por não ter sido identificado nenhum buraco de minhoca até hoje, mas sim porque caso existam, segundo o renomado físico Kip Thorne, eles seriam menores que átomos e, caso quiséssemos torna-los utilizáveis seria necessário muita energia, inclusive a chamada “energia negativa”, que é anti-gravitacional, tornando possível conservar aberto um wormhole e é aí que o problema maior aparece, pois apesar de já ter sido criada em laboratório em pequenas escalas, ela pode ser considerada praticamente como inexistente no universo observável.
Outra forma de criar atalhos no Espaço-Tempo seria utilizar-se das Cordas Cósmicas, que apesar de terem caráter real para a maior parte dos cientistas, ainda não teve comprovada sua existência e está na área Quântica da Física, a qual ainda nos reserva muitas surpresas durante as próximas décadas.
Mas o que isso quer dizer? Bom, basicamente que se as falhas forem consertadas, uma viagem pelo tempo e espaço seria possível... E é nesse ponto que o problema dos paradoxos começa! Suponhamos que você volte no tempo-espaço e acidentalmente mate seu avô antes de ele ser pai do seu progenitor, isso implicaria na não existência de seu pai e logo na sua também. Mas prosseguindo com a lógica, se você não existe mais, logo não matou seu avô, que naturalmente conheceu sua avó e a história continuou normalmente. Porém como funcionaria nosso universo nessa situação? Ele continuaria a repetir os acontecimentos como num loop infinito de programação ou simplesmente apagaria você e todos os quais tiveram suas vidas alteradas por algo que você fez. E quando chegamos a esse ponto, as dúvidas são milhares de vezes mais numerosas que as respostas para tal.

Apesar desta e doutras dificuldades, não existe uma prova irrefutável da existência de wormholes, pelo que nada nos impede de considerá-los possíveis. No momento, nada comprovado, mas a ciência sim é uma caixinha de surpresa e o que você está lendo pode ter comprovada ou não sua validade.