quinta-feira, 22 de janeiro de 2015

Síndrome da Irracionalidade Voluntária


Parece que existe uma espécie de feromônio onipresente, ou egrégora universal de alta potência, que dissemina o conceito de que discutir ideias e opiniões é algo altamente indesejável, maçante, e muitas vezes, proibido.

Debater, isto é, ter contato com diferentes pontos de vista sobre o mesmo assunto, mostrar o seu, criticar, ser criticado, mudar de ideia, mudar a ideia do outro, é algo largamente visto de maneira quase pecaminosa pelas pessoas comuns. Pra quê, Bruno? - me dizem. Por que você quer mudar a cabeça do outro? Por que você quer mudar as coisas da maneira que são? Você tem probleminhas? Não te deram atenção suficiente quando era pequeno? Isso geralmente seguido de "vá arranjar o que fazer" e variantes.

Gotcha! Descobriram o problema. Aparentemente, eu não tenho o que fazer, sou um desocupado. Estou sofrendo desde quando me entendo por gente de uma profunda falta de entretenimento mental, ou pelo menos, da mínima noção do que é ser útil, tipo lavar a louça. Ah! Esse é o problema. Exato. 

É comigo o defeito, então? É o mais lógico, não? Se eu sou o único que está incomodado, o único que pensa diferente, e consequentemente, o único pé no saco incomodante, então os outros devem estar certos. A voz do povo é a voz de Deus.

Entretanto, devo pontuar que sempre achei que  houvesse alguma coisa muito esquisita, ou inadequada, idiota, ou pelo menos terrivelmente sombria na frase "A voz do povo é a voz de Deus". Primeiro porque, se Deus não tem voz própria, quem é que fica falando na orelha dos evangélicos? Segundo, de onde vem esse consenso? De onde as pessoas tiram as ideias que têm, por quê elas pensam assim, por que não querem falar a respeito, por que elas têm disposição pra tudo - mas tem essa preguiça absurda de pensar?

De onde vêm nossos padrões? Estamos acostumados a agir de tal modo por quê? Por que não questionamos as regras? 

Isso é um complicado problema de perspectiva de vida. Que você não tem. E que talvez eu tenha em demasia. As regras e convenções, as tradições e costumes vigentes, as opiniões e visões presentes, não são coisas que devem ser adotadas cegamente - são coisas que precisam ser revistas. Remodeladas. Adaptadas. E mais outros sinônimos de tom urgente.

Por quê? Porque tudo está em constante fluxo, nada está estagnado. O mundo não nasceu perfeito. Nem as pessoas. Mas nós temos a oportunidade de revisar e construir o que queremos, mesmo que seja construir a nós mesmos.
E debater é a forma de estar presente, ativo nessas revisões. E isso não é "chato", "pedante", "cansativo", dentre outros sinônimos de tom apático e modorrento.

É incrível! 

Outra pessoa pensa diferente de mim, oh! Que oportunidade! A primeira vista, ela está terrivelmente enganada, de fato, ela parece um pouco estúpida se for pensar a respeito, mas vai que ela está certa? Eu preciso conferir. 

Um debate não é uma briga. Não é um confronto de inimigos. É um conflito entre ideias. As pessoas dizem que devemos "respeitar a opinião do outro" pra justificar a própria preguiça e falta de visão das coisas, quando na verdade, o que elas estão se referindo não passa nem perto do que seja um debate. Num debate a gente respeita a opinião do outro, respeita tanto, a ponto de discutirmos sobre ela. Mas a pessoa pode estar tão apegada à sua ideia e sua visão, que leva pro lado pessoal - e aí vira uma briga, o que todos querem evitar.

Um debate só deveria ser iniciado quando as pessoas em questão estiverem dispostas a considerar a inaceitável possibilidade de estarem erradas, ao passo que põem à prova a veracidade de suas certezas. Porque uma certeza que não é colocada a prova, é só um capricho do egocentrismo daquele que não a quer testar.

Por isso eu tenho debates de tom forte, apaixonado, convicto, eloquente. Porque as minhas opiniões estão sendo constantemente testadas, confrontadas, e isso me dá confiança, e um tom especial de certeza, um certo orgulho e uma pitada de ego. Admito! Mas minhas opiniões não nasceram prontas, ainda não estão prontas, e minha certeza não é motivo pra diminuir a sua. Eu adoro quando consigo expor todos os meus argumentos e convencer alguém, mas adoro em dobro quando me mostram um ângulo que eu não tinha visto antes, desmoronam toda a minha certeza, me deixando surpreso, impressionado, admirado, e em estado de êxtase. 

Êxtase! Sim! Essa é a palavra. Eu penso "que incrível, hora de começar tudo de novo!". 
Porque lá no fundo, sou um idealista anarquista. Tenho uma relação de amor e ódio com as minhas certezas. "Por que está demorando tanto pra alguém sacudir esse cenário? Será que é isso mesmo, eu estou certo? Que merda."

E a frustração maior de um idealista é sua própria empolgação. Querer que as pessoas pensem. Os não-idealistas simplesmente não conseguem compartilhar da mesma empolgação, simplesmente por não serem idealistas. E nunca serão. Mas o idealista, eu, sou incansável em matéria de dar murro em ponta de faca. E não desistirei tão cedo. Esta, inclusive, é a razão íntima e última deste blog existir.


"Carpinteiro do Universo, eu sou assim....

No final, carpinteiro de mim"




Até mais, cabritos andarilhos dos trilhos de trem ~~

quinta-feira, 15 de janeiro de 2015

Crescer

Quando eu era menor, eu comia só o recheio das bolachas. Geralmente jogava as bolachas sem recheio atrás da cama, onde achava que houvesse um buraco negro que as levasse pra um lugar onde elas nunca mais seriam vistas por ninguém, e por 'ninguém' eu quero dizer a minha mãe. Aí um dia ela descobriu as bolachas embaixo da cama, e eu subitamente percebi que, além de não haver um buraco negro embaixo de todas as camas, a minha mãe limpava a casa todos os dias. Foi um choque e tanto. Depois de um tempo eu passei a comer as bolachas sem tirar o recheio, e me sentia muito orgulhoso por isso. Me sentia hominho. 

Uma vez na 3ª série eu soube explicar na frente da classe a diferença entre um quadrado e um retângulo. Me senti bastante hominho.

Tive uma babá que me chamava de "velhinho" quando eu tinha 5 anos, porque eu "falava difícil" (eu já sabia falar inconstitucionalissimamente), e tinha fios de cabelos brancos. Então, eu me sentia hominho.

Na minha infância nunca gostei de falar sobre carros, motos, videogames, pipas, futebol, e outros assuntos supérfluos. Me sentia muito hominho comparado às outras crianças.

Aprendi a andar de bicicleta quando eu tinha uns 11 anos, mas só porque meu irmão mais novo ganhou uma e eu me senti ameaçado pela ideia de ele aprender a andar antes de mim. Não queria que ele fosse mais hominho do que eu.

Maturidade é uma perseguição. Quando você pensa que a têm, está sendo enganado. Afinal, o que é maturidade? De onde ela vem? Como se adquire? 

Na minha pré-adolescência, as pessoas da minha idade (12, 13 anos) estavam extremamente preocupadas em parecerem mais maduras. Beijar na boca era o divisor de águas. Pegar um monte então, era o bilhete dourado para a maturidade inquestionável. Eu achava isso tudo muito ridículo. Ainda acho. 

Inventamos um monte de regras e conceitos e enganos e atitudes e ilusões que definem o que é maturidade. Gostamos disso. Gostamos de inventar maneiras de sermos mais maduros. Gostamos de pensar que de alguma forma estamos entendendo algo por completo e e agindo da melhor maneira possível, a maneira mais 'crescida'. Mesmo estando terrivelmente apavorados pela ideia de não estar pegando a mensagem como deveria. Mesmo quando esse 'agir de maneira crescida' ainda não é possível, já que não se cresceu o suficiente. Não saber se já está pronto é a maior fonte de insegurança de todos os tempos.

Hoje, a maneira de eu me sentir maduro é escrevendo textos pra internet. Como vocês pode facilmente concluir. Uma ilusão tão grande assim como ser o pegador da turma.

Em todas as fases da vida, a gente pensa que está evoluindo pra se chegar a algum lugar. Mas nunca sabemos realmente quando estamos prontos. Porque nunca estamos. Estamos sempre evoluindo, e justamente por isso a ideia de se 'chegar a algum lugar' não faz o menor sentido. Nunca seremos maduros, estamos sempre verdes, por isso nada parece mudar.


"Tem gente que diz por aí que quanto mais a gente vive mais velho a gente fica.
Isso é uma bobagem.

Pra que alguém quanto mais vivesse, mais velho ficasse, teria de ter nascido pronto e ir se gastando. E isso não acontece com gente. Isso acontece com fogão, sapato, geladeira...

Fogão, sapato e geladeira é que nascem prontos e vão se gastando.

A gente nasce não-pronto e vai se fazendo." 

-Mario Sergio Cortella
Estamos nos fazendo. Todo mundo, em todas as idades. Não existe uma linha demarcada dizendo "daqui pra frente, você é adulto, sábio e maduro, e continuará sendo assim pro resto da vida". 
Em que parte da vida essa linha iria ficar? No primeiro emprego? Maioridade penal? Entrada na faculdade? Casamento? Primeiro filho? Velhice? Comer as bolachas sem tirar o recheio?

Tenho amigos de infância que enxergam o mundo e pensam exatamente do mesmo modo que pensavam há 10 anos atrás. Vejo pessoas adultas ainda preocupadas em garantir sua maturidade ilusória fundamentados na distorcida sapiência de que "amanhã eu posso não estar mais entre os vivos". Vejo avôs e bisavôs que, na sua ânsia de parecerem hominhos crescidos de cabelos brancos, explicam sua visão torta do mundo com o orgulho e convicção de quem explica que um quadrado tem os quatro lados iguais.

E em meio deles eu me vejo. E então acontece o cúmulo da auto-análise: não sou nada melhor do que eles. Sou imaturo, infantil, superficial. Só que em um grau mais avançado de estupidez e engano, por achar que sou maduro, adulto, e pertinente. 





"Quando você crescer..... Tudo igual. Vai ser exatamente o mesmo."

terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Suínos morram!

Olá bípedes, mamíferos superiores, homo sapiens e seres de polegares opositores em geral, aqui quem vos fala é ilustríssimo Sr.D com muita fome de... Bom de tudo. Hum bacon como eu te amo, a ti eu dedico tempo e dinheiro, e todo o afeto que inunda meu coração.  E por favor, leitores, não é porco, tem que chamar de SENHOR PORCO! E a respeito desse incrível alimento tem quem goste, melhor, tem quem cultue essa criatura. Não concordo com o culto a comida... Mas existe maluco pra tudo. Porém se você pensar que o porco transforma grama em bacon vê um milagre acontecer.

Animal esse extremamente inútil durante a vida, mas incrivelmente saboreado durante a morte. Admita senhor porco, a morte lhe cai bem. E para os leitores que discordam da minha ilustríssima pessoa, extrai direto da Wikipédia uma informação assaz interessante.
“Domesticados, os porcos são adotados como animais de companhia, ou criados para fim de abate”.
A quem diga: “Mas o porco pode ser criado como animal de estimação, ele não é inútil”. Desculpe lhe informar, mas como a maioria das vezes, você esta errado! Devido a alguns fatores posso dizer que quem possui porcos em suas residências, vivos é claro, está maluco. Devido a abundancia de glândulas dispersas em sua pele este maravilhoso animal libera um cheiro sem comparação, tirando o fato de suas fezes que não fica atrás, quer dizer fica atrás, mas não perdem em questão de odor. Tirando o equívoco de dizer que ele serve pra ser criado como animal de estimação só sobra um destino para essa pobre criaturinha, a morte. Se bem que ter um porco como animal de estimação não parece uma má ideia, porque assim que ele morrer você não precisa fazer um velório e sim um churrasco!
COME AGORA OLHANDO PRA CARA DO ASTOLFO.

Tendo isso já discutido, vamos falar do sabor desse animal que nasceu pra ser morto e forrar meu estomago. Este animal com 100 a 500 kg de delicia pode ser comido dos pés a cabeça, literalmente, todo o porco é comestível. Mas vamos lá ao que interessa, são essas as partes do porco, isto é, os cortes desse mamífero deveras saboroso. Temos a bisteca que também é conhecida como carré, uma carne extremamente suculenta por causa de sua gordura, é coluna do suíno. Em seguida temos a copa-lombo que é uma das carnes mais saborosas, geralmente consumida em bifes ou moída. Ai vem o coxão duro que fica na parte interior da coxa. Já em seguida temos o tão lindo e maravilhoso filé-mignon, fica bem em baixo da coluna do animal, que para aqueles que têm medo dos tão temíveis pneuzinhos tem um baixo índice de gordura superficial o que torna o produto mais atrativo. A Pancetta por sua vez, Possui uma boa quantidade de carne e a gordura a deixa suculenta, e acho que é uma das quais não preciso dizer onde se localiza.
O Pé , assim como as orelhas, está incluído nos pertences utilizados para enriquecer feijoada. Suá que está bem pertinho da bundinha do suíno, faz sucesso onde passa. Entretanto o pernil é e sempre será aquele que eu sempre aguardarei nos meus sonhos e na realidade, o corte tradicional do pernil inclui alcatra, picanha e maminha e pega toda a coxa do pobre baby (ENTENDEDORES ENTENDERAM). Pode tanto ser assado inteiro, como cortado em cubinhos e escalopes. Mais a baixo do filé-mignon fica a fraldinha, este corte preserva a gordura, que durante o preparo deixa o prato suculento.
O lombo que é o motivo de muitos sorrisos na minha casa é encarado como corte magro. Esta peça equivale ao contra-filé no boi. Ossobuco e joelho se localizam acima do pé traseiro (É MESMO ESPERTÃO). Uma das curiosidades sobre o ossobuco é que para ser cortado, o porco deve estar congelado. A costela com quem tive um relacionamento serio durante muito tempo é sem dúvida, um dos cortes de maior sucesso entre os consumidores da carne de porco, ou melhor, os devotos. Mamilos são polêmicos, já a maminha é deliciosa pode ser preparada como bife, no grill, na frigideira ou até mesmo na churrasqueira (SUA DIVA!).
A alcatra que é uma junção entre a maminha e um pouco mais da região da coxa é deliciosa, mas é importante  avaliar o ponto de cozimento. Se ficar bem passado, pode perder a umidade e ressecar demais. Picanha (ESSA INCRÍVEL COMBINAÇÃO DE MEU DEUS E DO CÉU) Assim como sua versão bovina, é um corte suculento e preserva a umidade do produto. Versões preparadas nas churrasqueiras são ótimas opções para diversificar no preparo da carne de porco. Minha querida Paleta é retirada da parte dianteira do porco, a paleta pode ser feita assada (OU NÃO). A bem falada Papada (NÃO É NADA PESSOAL RAFAEL QUARESMA) quando o assunto é torresmo, este é o corte mais comum.
E agora o que falar do bacon? O cheiro do bacon sendo frito provoca uma reação química que o deixa irresistível e pode viciar tanto quanto a cocaína. Só nos EUA são produzidas mais de 900.000 toneladas por ano. É uma das carnes mais antigas da humanidade, seus primeiros sinais se deram por volta de 1500 A.C, Apesar de não ser nomeado ainda, a ideia era cobrir a carne do porco com sal para absorver o sabor. Cai entre nós, pobres judeus.
Poderia ficar o dia e a noite inteira falando sobre o bacon, mas acho que vou deixar pra escrever um artigo só sobre ele. Só um aviso, cuidado amigo se não tu morre, você morre! Para todos um bom dia, uma boa tarde e... Hum Bacon!
adendo final: Para os vegetarianos que odiaram esse texto, bom... o porco comia legumes e olha onde ele foi parar. 


segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Um mundo sem pré-conceito



Ao ler a declaração universal dos direitos humanos entendemos que “todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e direitos”. Com certeza essas palavras são lindas e merece nossa atenção, porem a realidade mundial é muito diferente, embora a sociedade encare a discriminação e o preconceito como condenáveis, elas continuam a influenciar nossas vidas e constantemente estão ao nosso redor. É difícil definir o que é preconceito. Alguns dizem que é o conjunto de atitudes ou sentimentos negativos em relação a alguém só porque essa pertence a um determinado grupo. Outros dizem que essa atitude se baseia na falta de informações, o que leva as pessoas a prejulgar os membros de um grupo. Independente da situação, o preconceito pode se manifestar contra a pessoa por causa de sua raça, peso, sexo, idioma, religião ou praticamente qualquer coisa que as pessoas encarem como diferente.
Essa é uma tendência humana, e os resultados muitas vezes são desastrosos. Isso explica por que o preconceito é tão comum e por que a humanidade é incapaz de combater o fanatismo, a discriminação, os genocídios e outras formas de intolerância racial, religiosa e social.  Em vista disso, será que é possível superar ou eliminar o preconceito? Algum dia ficaremos livres do preconceito? Difícil de dizer, porem pode-se começar por fazer nossa parte. Em primeiro é necessário reconhecer a verdade, se pensarmos bem, todos nos somos influenciados por algum tipo de preconceito. Nós enxergamos o que desejamos enxergar, por assim dizer, a realidade é a forma como enxergamos o mundo, isto é, as pessoas. Muitos somente conseguem ver o que seus olhos lhes permitem, e assim permaneceram até quando também forem vitimas de um tipo de preconceito, somente assim se darão conta de como suas visões anteriores eram distorcidas.
Nenhum de nós está imune a ter preconceitos ou sofrê-los. Em primeiro lugar todos os dotados de raciocino e que possui o dom da fala podem nutrir preconceitos, geralmente é preciso um esforço consciente para diminuir o preconceito e é possível fazer isso, desde que haja motivação. Alguns dizem que a educação é “a arma mais poderosa” contra o preconceito. Por exemplo, a educação certa pode expor as causas dele, fazer com que examinemos nossas próprias atitudes com mais objetividade e nos ajudar a reagir com sabedoria quando nós somos as vítimas, afinal nenhum tipo de reação violenta causa resultados melhores.
Na forma de arrogância ou autoestima excessiva, o orgulho pode deixar a pessoa mais inclinada ao preconceito. Por exemplo, pode deixar a pessoa propensa a sentimentos de superioridade ou de desprezo pelos pobres e pelos de pouca instrução. Pode também levá-la a crer na propaganda ideológica que exalta sua nacionalidade ou etnia.
Mas porque o preconceito é tão preocupante? O ser humano é sociável por natureza, e isso é bom. Ninguém gosta de estar isolado, mas devemos escolher bem as nossas amizades, por eles exercem forte influencia sobre nós. Toda e qualquer atitude preconceituosa é como uma doença que infecta um a um com quem tem contato. Quem é preconceituoso geralmente apresenta um ou mais desses tipos de comportamento.
 1. Comentários negativos. Falar depreciativamente sobre o grupo do qual a pessoa não gosta.
 2. Evasão. Abominar estar na presença de alguém daquele grupo.
 3. Discriminação. Excluir membros do grupo malquisto de certos tipos de emprego, moradia ou privilégios sociais.
 4. Agressão física. Participar na violência cujo objetivo é intimidar as pessoas que se passa a odiar.
 5. Extermínio. Participar em linchamentos, massacres ou programas de extermínio.
Infelizmente não são poucos os que se acham que uma pessoa é inferior por causa de suas diferenças, esse ponto de vista tem causado muito dano. A muito que sentimentos de superioridade têm servido como justificativa para atos de opressão, injustiças e crueldade. Esse equívoco porem é completamente infundado afinal somos mais semelhantes do que imaginamos. Pesquisadores confirmam que as diferenças no DNA entre duas pessoas escolhidas aleatoriamente de qualquer parte do mundo eram de cerca de 0,5%.  Dessas diferenças, 86% a 90% ocorreram dentro de um mesmo grupo racial. Assim, apenas 14% ou menos dessa variação de 0,5% ocorreram entre grupos raciais diferentes. Visto que somos por assim dizer “geneticamente homogêneos” a genética é uma poderosa ferramenta para ajudar a esclarecer e amenizar a questão do racismo.

Embora seja necessário que as pessoas saibam que somos iguais, geneticamente falando, não devemos nos avergonhar por causa de nossas diferenças. Gosto de olhar para a existência da vida como uma pintura, sim uma pintura, com cada ser humano sendo como uma pincelada. Existem vários tipos de pinceladas, texturas, tamanhos e cores, todas elas são importantes, pois se não fosse à diferença entre elas o quadro não teria forma e nem toda a complexidade que o torna extraordinário. São as diferenças que nos definem não nossas semelhanças, não devemos nos envergonhar das nossas diferenças.
Quem nutre qualquer que seja o tipo de preconceito é escravo de um modo de pensar doentio e o único fim é a solidão. Uma vida cheia de desespero e agonia, é assim que vive um escravo do preconceito, e pior, além de ter que viver assim uma pessoa preconceituosa sente a necessidade de fazer vitimas de seu preconceito para que elas sintam sua dor. O que eles não sabem é que a felicidade só é plena quando ela é compartilhada.
Quantos mataram e morreram por causa do preconceito? Será que queremos viver assim? Uma vez acesa, a chama do preconceito pode continuar a queimar por séculos. Adolf Hitler é um entre muitos exemplos de pessoas que alimentaram essa fogueira. Um dos diretores nazistas de campos de concentração admitiu: “Estava implícito no nosso treinamento militar e ideológico que devíamos proteger a Alemanha dos judeus.” E para “proteger a Alemanha”, Hoess supervisionou o extermínio de aproximadamente dois milhões de pessoas, a maioria sendo judeus. O sangue de milhões foi derramado simplesmente porque um homem decidiu que um determinado grupo de pessoas não eram merecedores de sua compaixão. Até quando vamos admitir que nossa irracionalidade deixe com que pessoas morram?
“Eu tenho um sonho.” Foi o que disse o líder dos direitos civis Martin Luther King Jr. Embora ele tenha usado essas palavras para falar a respeito de sua idéia, em que, um dia as pessoas estariam livres exclusivamente do preconceito racial, com certeza podemos ir além. Imagine! Realmente tente, imagine um mundo em que todas as pessoas, sem exceção, viveram o hoje como irmãos, sem mais matar ou morrer por um pais ou religião. Simplesmente vivendo a vida em paz.

Adendo final: Escrevi esse texto a algum tempo, mas achei muito interessante como o bruno me apresentou no texto “O Novo Tripulante do Codinome B”, por isso achei muito bom salientar minha opinião sobre o assunto. 

domingo, 11 de janeiro de 2015

Quem sou eu? Como estou? E por quê?

Essas em numeras são as perguntas mais feitas por dia, as quais a maioria dá respostas muito variadas. Mas a verdade é que a maioria das pessoas não sabe a resposta à maioria delas, a coisa mais irônica é que ficamos ansiosos para ouvir a resposta de outra pessoa, mas não sabemos a nossa própria. Talvez a maioria dos leitores não esteja entendendo do que eu estou falando, afinal devem estar dizendo “eu respondo sempre essas perguntas sem o menor problema”, mas calma eu vou explicar. Estou me referindo ao sentido mais profundo dessas perguntas, quero dizer o que realmente está envolvido ao fazer e responder a essas questões? Para ser o mais claro possível vamos por partes.
Quem sou eu? Ah é bem simples, meu nome é Diego, também conhecido como Negro, Dinegro ou simplesmente Abedinegro. Futuramente conhecido aqui pelo pseudônimo “Sr.D” , mas porque escolher um pseudônimo? Será que isso vai de encontro ao que eu estou tentando provar? Não, com certeza não. Existe um motivo muito importante na pergunta “quem sou eu?”, que é o que o seu nome representa, o que ele diz sobre você, qual é a sua personalidade, temperamento, sonhos e expectativas. No meu caso, considero que meu nome me descreve bem, pois tem como origem o latim “Didacus”, que deriva do grego “Didache”, que quer dizer “doutrina e ensino”, dando ao nome Diego o significado de “aquele que doutrina, aquele que ensina”. Ensinar ou falar sobre que aprendi é minha vida, faço isso desde que me entendo por gente, seja por um bem maior ou por mera diversão, muitas vezes uso esse conhecimento pra ajudar as pessoas, por lhes conceder solução para seus problemas. Mas por poucas vezes dou minha opinião por isso crio hoje o “Sr.D” ele vai ser quem dará sua opinião sobre tudo que lhe for devido no Codinome-B. Mas não se preocupe ainda sou eu, por isso o “D” continua, ele representa tudo que sou e tudo que quero ser.
 Como estou? Talvez seja a mais complexa de todas as perguntas. Não faço ideia de quantas vezes essa pergunta já foi feita pra mim, às vezes pura e simplesmente não quero responder ao passo que em algumas situações queria responder algo do tipo, “eu não tenho nenhum sonho, cara! Eu estou morto por dentro!”. Nem sempre a vida é como imaginamos ou queremos, porem sempre somos cobrados para ter um sorriso no rosto o dia inteiro. Será que as pessoas que perguntam “Como vai você?” realmente querem saber a resposta? Posso dizer que a esmagadora maioria, não, não quer saber. Mas gostaria de estimular as pessoas a serem mais honestas consigo mesmos, não mintam, procurem conhecer a si mesmo e acreditem o pior que esteja sua situação... Ela pode piorar muito.
Por quê? Porque o que? Oque o que meu irmão? Maldita pergunta que sempre volta pra deixar qualquer que seja o questionamento pior, mas qualquer resposta melhora. Dessa vez vou dar espaço ao Sr.D para responder.

Olá Bípedes, pessoas, seres de polegares opositores... Enfim aqui quem lhes escreve é o Didacus ou simplesmente Sr.D,o ilustríssimo e tão aguardado Senhor Didacus  , eu serei o mais novo escritor do maravilhoso blog “Codinome-B”. Perguntinha capciosa essa, a mãe de todas as perguntas. O lindo porque, aquelas palavras que te deixam maluco quando uma pequena e inocente criança lhe questiona sobre... Bom sobre tudo. Essa questão fundamental tem impulsionado a humanidade a milhares de anos a todos os grandes feitos e também as piores calamidades.  Tentar responder tem sido o objetivo de muitos homens e mulheres, por isso eu não tenho nenhuma pretensão de responder a pergunta nenhuma, na verdade eu estou cagando pra vocês! Se for possível vou colocar ainda mais perguntas nessas suas cabecinhas cheias de merda. Para todos um bom dia, uma boa tarde e... Ah dane-se!

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Reapresentação do Reapresentável Excelentíssimo Sir Codinome Wilson


Ele costumava apenas ter o mesmo nome de um personagem inanimado de um filme estrelando Tom Hanks chamado "O Náufrago". Esse nome era também a marca da bola, e o nome do velhinho sangue bom que tinha como algoz Dênis, O Pimentinha.

Veja quantos atributos legais para se colocar em um nome, não é? Aí ele me vem com essa de escolher "The Physicist". Isso lá é pseudônimo? Parece nome de um seriado qualquer pra competir com "The Mentalist". Triste ver isso.

Mas o nome que está em seu Registro Geral é na verdade bem simples, como ele mesmo disse, com duas dicas você acerta:
  1. Meu nome começa com Ra;
  2. Termina com Rafael!
Ou seja: RaRafael! 
Intuitivo, não é mesmo?


Além disso, este cidadão também possui várias outras alcunhas como: Jovem Prodígio, Gordinho da Física, Quaresma, 40 Dias Sem Carne (não,nesse último não, foi só pra zuar mesmo xD).

Tento suportar essa mala sem alça há 12 anos. O casamento dos meus pais durou mais ou menos a mesma coisa, pra você ter uma ideia. O nosso, já deveria ter acabado xD

Segundo testes de personalidade MBTI (e sim, eu viciei nesses testes), nós dois temos a mesma personalidade, INTJ, que é um dos tipos mais raros do mundo. Fazer o quê? Nós somos especiais. Não, é sério, fizemos cálculos pra isso. Ele fez né, porque eu sou de Humanas. E estatisticamente, se os INTJ's fossem distribuídos igualmente pelo globo, nós dois seríamos os ÚNICOS INTJ's na nossa cidade inteira. E haja saco pra um ter que suportar o outro.

Até algum tempo atrás, nós dizíamos sem querer, a mesma coisa, ao mesmo tempo, várias vezes seguidas, e depois ríamos que nem duas hienas bêbadas. Isso ainda acontece hoje, só que com menos frequência. Também já gostamos várias vezes (quase todas) das mesmas garotas, ao mesmo tempo, estudando na mesma escola, fracassando juntos com a maioria delas. Antes dele começar a namorar, dizia pra eu manter distância da minha atual cunhadinha anã, se eu quisesse continuar tendo uma cabeça grudada no pescoço. É compreensível, se levarmos em conta o histórico. Mas cê sabe que meu coração também já está laçado fera, fica tranks xD

A missão de Sir Rafael Quaresma neste blog, segundo ele mesmo, será divulgar a ciência e a pseudociência igualmente, para que as pessoas se interessem por uma, e saibam identificar a outra. Ok Rafael, não precisa dizer mais nada, We All Love Pseudo Science < 3

E esse tipo de post orna perfeitamente com o meu tipo de post, que é divulgar o pensamento crítico entre as pessoas, para que elas parem de ser estúpidas.

Mas apesar de termos muitas coisas em comum, somos dois caboclos bem diferentes.
*Por exemplo, eu sou coerente, racional e lógico, por isso sou ateu.
*Ele está em cima do muro com medo de descer, por isso ele é só mais um perdido sem opinião própria. Ele dá o nome de 'agnóstico' pra isso, mas minha definição é mais apropriada.
*Ele joga na linha e no gol. Eu também. Só que eu sou um desastre.
*Ele é de Exatas, eu sou de Humanas. Ou seja, quando eu digo que sou um ser humano de um nível superior, e ele concorda, dizendo "Exato".
*Ele acha que a Anitta está errada, eu acho que está certíssima.
*Ele torce pro Palmeiras e eu pro Santos.
*Ele foi Presidente do Grêmio e eu fui vice. Em compensação eu sei escrever e ele não.
*Ele já foi pro pesqueiro da família dele várias vezes. Eu fui pra Londres.
*Ele fala espanhol, eu falo inglês.
*Ele ama uma anãzinha, e eu amo um anjo que caiu do céu. (Desculpa Ale, sabe que é brinks :P) mas você é realmente uma anãzinha :|

E é isso então, gurus da montanha. Agora o Codinome B é uma equipe novamente, o Jornal Minutinho voltará, e o blog completará 4 anos em Março. QUATRO ANOS. Como a gente perde tempo nessa vida, né? 

Até mais, cabritos andarilhos dos trilhos de trem ~~


Eu voltei, e agora é pra ficar... (Ou não.)

 Olá navegantes desse mar de fibra ótica óptica oticá óptica ( sou de exatas. ), os átomos estão ajeitados direitinho?
Todos felizes? Espero que sim!


Bom, vamos direto ao ponto:





(Acho que posso ser processado. Bom, eu não, mas o youtuber que upou esse vídeo sim xD )

 Sim, pessoal! Sou eu mesmo! Euzinho! Euzoca! It's me! Soy Yo! 
Acreditem, EU ESTOU DE VOLTA!!!

QUEM SOU EU?!


E também sei que paira pelas vossas cabeças: "Mas que ser maligno de existência duvidosa é EU você, ora bolas?!".

 Bom, aqui vão algumas dicas:
  1. Meu nome começa com Ra;
  2. Termina com Rafael! 
Exato! Depois de quase TRÊS ANOS cá estou! Não mais como Wilson, mas sim como "The Physicist"! (Eu sei, Wilson era mais fácil, e provavelmente mais legal... mas eu realmente não ligo. :v ).

Para quem não me conhece, fui citado aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e infelizmente,  aqui. :/. (Pessoal que faz (2014/15) Curso Técnico de Informática: Eu sei o que vocês estão pensando sobre o "aqui, aqui aqui"! :v ).

Ahhhhh, e quase me esqueci, AQUI TAMBÉM!
Trata-se da TV Odone Belline, vulgo "Jornal Minutinho", cuja posição de Âncora vem me trazendo um certo Status... HUEAUHEHUAHUEA


Bom, será que algo mudou nesse intervalo?!
É CLARO QUE NÃO SIM, FORAM TRÊS FUCKING ANOS!

ESTOU MAIS VELHO! :B

Brincadeira! Bom, isso não deixa de ser verdade, mas...

O que mudou:
  1. Estou no 3º ano do Ensino Médio (mesma sala que o Bruno, depois de um período quase que sem contato xD);
  2. Tenho certeza da carreira que quero seguir - e que é meio óbvia agora, né pessoal?! O meu codinome é meio sugestivo... :v
  3. Eu me tornei um NÃO POSTADOR desse Blog! ÓÓÓóóó! 
  4. Tornei-me um POSTADOR novamente...
  5. Fui eleito Presidente do Grêmio Estudantil por 2 vezes;
  6. Sou quase que um Teacher Wilson de verdade agora xD (Devido à um projeto de Grupo de Estudos de Física na minha nova escola);
  7. Não estou mais tão gordo assim... 
  8. ESTOU NAMORANDO! (Uma Futura Física também... e eu não estou falando disso que você está pensando, jovem! Ela também quer ser Física e agora é também uma quase-teacher. - Beijos, amor! :* )
Bom, mas agora vamos falar do porque fui alistado para esse serviço escravo (tá certo, "alistado" e "serviço escravo"!) convidado à retornar e aceitei o convite:

MINHA NOVA FUNÇÃO NESSE TROÇO RESPEITÁVEL BLOG É..............

DESPSEUDOTIZAR E DIVULGAR A CIÊNCIA PARA NOSSOS LEITORES! 

AEEEEEEEÊ!

GLOSSÁRIO: DESPSEUDOTIZAR - Acabar com os "mimimis" à respeito de alegações sem provas, assim como exterminar as falácias (para quem não sabe o que é falácia: aguarde a próxima postagem.). obs: Palavra não existente no dicionário de Língua Portuguesa convencional.


Já dizia Carl Sagan (Se não conhece, saiba que farei uma postagem sobre ele também, mas caso deseje, o link no nome dele te levará para um novo mundo à página da Wikipédia referente à ele!):


Enfim, gostando ou não, eu estou de volta! E já que as citações estão comendo soltas por aqui, aí vai mais uma:


Bom dia, Boa tarde, Boa noite e até mais! Aproveitem o Cosmos B|

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Amo-te

"A questão não é se existe ou deixa de existir, a questão é a maturidade do amor, à ponto das pessoas negligenciarem sua real existência, dizendo que o amor depende do quanto você consegue ser terceira série pra dizer coisinhas fru-fru e coloridas pra quem você quer só até semana que vem." - Eu, Bruno de Luca, post O Protocolo dos Relacionamentos, Julho de 2012.

Eu tinha 14 anos naquela época. "Naquela época".... Nem faz tanto tempo assim. Naquele post eu dou meu parecer acerca do que significa ter um relacionamento, de amizade ou romântico. E meu parecer foi de que todas as pessoas são falsas, hipócritas, ignóbeis e dúbias. Bem de leve, suave e descontraído, como todos os meus textos.

Eu via as pessoas demonstrando todo seu 'pseudo-amor' de maneira duvidosa, por exemplo, a alguém que conheceu há uma semana; com direito a posts no orkut cheios de coraçõezinhos e beijinhos, e declarações da boca pra fora. Cheguei a conclusão de que o amor de verdade, se é que existia, devia ser uma coisa raríssima, tão rara que talvez eu nunca chegasse a conhecer na vida. Também cheguei à conclusão de que, ou as pessoas diziam que amavam para zelar as aparências, ou elas se enganavam muito, mas muito feio.

"Amor" é uma palavra fortíssima. Não se pode usar de qualquer maneira, em qualquer contexto, jogá-la ao vento, como se fosse algo perfeitamente comum, mecânico, e pegar alguns clichês universalmente conhecidos pra dar mais 'confiabilidade' no que se está dizendo. Isso é enganar perversamente a si mesmo e ao outro. Cada vez que eu via em alguma rede social um "eu te amo", eu me perguntava se a pessoa realmente sabia o que aquilo queria dizer.

"Eu te amo". Engraçado, né? São três palavrinhas bem simples, com gramática mal empregada, mas que dão um trabalho enorme dizê-las em voz alta. Sempre ensaiei mentalmente como seria dizer isso, imaginava como minha cara deveria estar, qual seria a entonação perfeita, o contexto em que seria dito, se de pé, se sentado, se deitado, se de frente, se de lado, se do outro, se a pessoa a quem eu dissesse um dia iria existir no mundo real. Mas eu não ousava dizê-las em alto e bom som nem quando pensava nisso tudo. Se eu acredito em algo que seja sagrado, são essas três palavras.

E eu as disse.

Eu as disse, e sinto um desejo incontrolável de dizê-las de novo. E de novo. E gritá-las. E escrevê-las, e declamá-las.

E aí não existem outras palavras pra descrever o que é sentir isso, apesar de muitos antes de mim terem tentado, e haver um rol de substantivos, sinônimos e alegorias que eu possa me debruçar pra tentar explicar, mas que não serão suficientemente apropriadas.

Só sei que perto dela, o coração resolve dar o ar de sua graça, pulando como se não houvesse amanhã.

Perto dela, o pulmão resolve não gostar mais do ar. Expulsa-o como se fosse um intruso indesejado.

Perto dela, sempre há um menininho bobo alegre, que sou eu, que desaprendeu a pensar, mas que aprendeu a sorrir e a suspirar.

Perto dela, as palavras insistem em não fazer sentido, de repente não há lógica, não há teoria, raciocínio, razão, há somente um sentir desinibido.

Perto dela, frio na barriga é algo recorrente, junto com arrepio e calafrio, desejo que se mostra tempestuoso e silente.

Longe dela, dormir é sacrifício, sorrir é difícil, chorar é quase inevitável, e esse amor, que tanto duvido, insiste em dizer que nem pela distância é quebrantável.

Subitamente, nada mais importa, nem mesmo sua própria aprovação. Nem a aprovação de terceiros. Nem o ressurgimento insistente de pessoas do passado. Nem o terror puro e absoluto de ser obrigado a nunca mais tê-la por perto. Nem o meu próprio sofrimento. A única coisa que importa é dizer "Eu Te Amo", quantas vezes eu puder, quantas forem necessárias, quantas vezes ela se permitir ouvir.

Eu sou e sempre serei o primeiro a pôr em cheque a veracidade dessas três palavras, e sempre que o faço, me torno a primeira e talvez única testemunha de quão verdadeiras elas são quando saem dos meus lábios. 

Sempre serei eu o primeiro a me perguntar: "É isso mesmo? Você tem certeza? Cheque outra vez", pois meu lado cético e sistemático insiste em ter certeza das coisas. Não há certeza maior do que esta. Nunca haverá.

Eu Te Amo.
Você não sai da minha cabeça.
Quero te abraçar e não soltar mais.
Quero te beijar até não poder mais.
Quero suspirar, ridiculamente, até perder a destreza. 
Quero dizer isso, até você ter certeza.

domingo, 4 de janeiro de 2015

Dinâmica da Conversação Pessoal

[Texto de Diego Barbosa]

Existem milhões dialetos e centenas de línguas, e embora bilhões de sons sejam emitidos todos os dias a maioria das pessoas não conseguem se comunicar. Embora estejamos na tão famosa “era da comunicação” onde todas as pessoas estão conectadas, porque ninguém se ouve? Já tentou falar com uma pessoa que não estivesse atrás de uma tela luminosa? É impossível! Todos estão se comunicando ao mesmo tempo, mas ninguém é ouvido, principalmente o pobre otário que esta bem na sua frente.
Não estou dizendo que você deve começar a conversar com todas as velhinhas do mundo, eu sei o quanto é difícil falar sobre “Como o tempo esta esquisito”, ou “Essas batatas estão baratas, mas estão horríveis”.  Só quero dizer que vocês tem que conversar com seus amigos mesmo que só um pouco, olhando nos olhos, respirando o mesmo ar e salivado um na cara do outro.  Sejam criativos e imprevisíveis, converse sobre tudo aquilo que parece estranho, desconhecido e até nojento.
Tentem se divertir o máximo que podem, não existe motivo no mundo que justifique ficar o dia inteiro atrás de uma tela, a menos que você seja programador. Já percebeu que esses velhotes que vocês acham chatos só não têm amigos porque todos já morreram. Mas eles conseguiram manteruma amizade durante uma vida toda, e você ai quanto tempo mantem um amigo online?  Dez minutos?  E mesmo que vocês neguem com toda a convicção possível, acredite, eu sei que estão mentindo. Que ver, quantos dos seus amigos online você conhece na “vida real”? Ou melhor, dos seus milhares de amigos nas “internets” com quantos deles você mantem até hoje conversas significativas? 
Uma amizade verdadeira está longe de ser criada apenas com um “Click”. Um amigo de verdade é aquele que esta sempre com você, nos momentos bons e ruins. Aquele que diz a verdade mesmo que você odeie ouvi-la, o “carinha” que te ajuda a conquistar a sua primeira namorada, a “mina” que estava com você quando seu coração foi magoado peça primeira vez. Os que estavam com você quando você fez as maiores merdas da sua vida, ou os feitos que irão te orgulhar eternamente. A questão é que um amigo de verdade se torna parte da sua vida bem mais que um irmão, e não importa o que aconteça ele vai estar lá com você, querendo ou não.
Tenho que dizer que temos pouco tempo de vida pra desperdiçar, já imaginou você com uns 80 anos tentando se lembrar de todos os momentos bons que você viveu e só conseguindo lembrar-se de uma tela insignificante. Eu fui muito gentil de dizer isso, não acredito que vocês vão viver tanto, muita radiação da cara não vai deixar sobreviverem por mais algum tempo. Não me encarem mal, a vida é muito curta e não adianta o quanto queremos prolonga-la ela só vai encurtar, porém são aqueles pequenos e maravilhosos momentos junto com a nossa família e os amigos que torna ela significativa.  
Serio gente larga esse merda!  Joga esse troço do demônio no chão, nem precisa terminar de ler esse texto. Existem bilhões de pessoas no mundo, eu te garanto que vai existir pelo menos uma que não vai te odiar, provavelmente é sua mãe... Mas pelo menos vai ser uma pessoa de verdade.  A vida é muito preciosa para ser tratada apenas como um receptor de notificações do Facebook. Portanto larguem a telinha e se concentrem nas pessoas, não deixem que nada os atrapalhem de conquistar o principal e real motivo da vida: Felicidade! Para todos vocês um bom dia, boa tarde e uma boa noite.

Adendo final: Sou um pouco hipócrita, por que só tive essa ideia porque meu tablet quebrou.  

sábado, 3 de janeiro de 2015

O Novo Tripulante do Codinome B

O novo tripulante deste navio negreiro de casco furado chamada Codinome B possui o nome de 'Diego Barbosa' no seu Registro Geral, mas também é chamado de 'Dinegro Barbosa', ou 'A B Dinegro'. O que, surpreendentemente, apesar das fortes represálias em protesto da minha parte, não será o pseudônimo usado por ele para postar no blog. Eu não vou revelar tampouco, vou deixar que vocês vejam o nome com que ele se apresentará, para poderem fazer suas próprias represálias.

Para quem não se deu conta das sutilezas racistas presentes desde o início do post, ele é negro. E ponto. Ele deixa explicitamente claro (ou escuro, no caso), que fazer piada com a própria cor é algo que ele não se importa de fazer, nem de que façam com ele. Também deixa explicitamente claro que o racismo é idiotia. Afinal, somos todos macacos. E no caso dele, quase nem dá pra perceber, porque ele tem polegares opositores quase iguais a de um ser humano. 


Para quem não se deu conta da referência bíblica ainda, pois não tem a mínima ideia do que está escrito em uma, o nome "A B Dinegro" é uma referência a um dos três hebreus que não viraram churrasco pela controversa e inexistente força do poder divino, quando lançados numa fornalha quente pelo Rei Nabucodonosor, cujo nome era Abede-nego. Nabucodonosor também é o nome do hamster do Diego, o que, creio eu, é uma forma de compensação moral pelos danos sofridos pelos três hebreus há milhares de anos. Tipo um "Rá! Ié-ié! Morreu pá virar nome de hamster, otário! Salci-fufu!". E coisa e tal.

Além de ser negro e ter um gosto legal-mas-não-é-a-b-dinegro para pseudônimos, Dinegro é,  costumo dizer (cheio de pompa e com voz de radialista aloprado) " A Única Pessoa Que Eu Conheço Capaz de me Convencer da Existência de Deus ". Talvez seja até exagero, no caso, ao passo que ele não se importa em me convencer (eu é quem me importo em ser convencido), mas apenas é um religioso digno de respeito, porque possui e busca razões para sua fé.

Sou uma pessoa que enoja o fundamentalismo, tolera o religioso comum, e admira um religioso que sabe do que está falando. Não concordamos em muita coisa, aliás, são poucas as coisas que concordamos a esse respeito, mas não nos engalfinhamos violentamente como a sociedade prevê que é de praxe acontecer. Apesar de às vezes eu realmente sentir muita vontade de partir pra violência xD.

Dinegro também é um ótimo humorista, contador de histórias, escritor de contos, e um excelentíssimo conselheiro amoroso. Segundo testes de personalidade MBTI, a única coisa que nos impede de termos sido feitos um pro outro, é o fato de ambos gostarmos de vaginas.  

Amanhã, portanto, eu postarei o texto inaugural que ele preparou, porque ele está atualmente indisposto.

Até mais, cabritos andarilhos dos trilhos de trem ;) ~~