sábado, 31 de março de 2012

O Rebelde Independente - Capítulo 4


É necessário ler:

 O Desespero Desesperador.

Foi um pandemônio.

-Não andem muito depressa, vão pensar que estamos a fugir! – exclamou Dona Maria Louca.

 Saíram o mais depressa do palácio que puderam o príncipe regente Dom João, sua mãe, Dona Maria Louca, sua esposa, Dona Carlota Joaquina; e seus filhos: Maria Teresa de Bragança (filha mais velha, à época com 14 anos de idade); Maria Isabel de Bragança (terceira filha, 10 anos); Pedrinho (quarto filho, com seus 9 anos); Maria Francisca de Assis de Bragança (quinta filha, 7 anos); Isabel Maria de Bragança (sexta filha, 6 anos); Dom Miguel (futuro Miguel I de Portugal, sétimo filho, 5 anos); Maria de Assunção de Bragança (oitava filha, 2 anos) e finalmente Ana de Jesus Maria de Bragança (nona filha, 1 ano de idade).

 Essa filharada toda não explica por que Dom João só falou com Pedrinho. Na verdade explica sim, ele não tinha tempo de cansar seu criado, fazendo ele ir chamar todos os 8 filhos.

Àquela altura, a notícia de que a Coroa estava fugindo dos hispânicos e franceses que vinham vindo por aí tinha se espalhado a tal velocidade que quase não era possível caminhar (correr) até o porto em busca de salvação, pois todos estavam fazendo isso ao mesmo tempo – ignorando totalmente a teoria de Newton que dois corpos não ocupam o mesmo lugar.

 De modo muito inteligente, Dom João arranjou uma ótima maneira de matar dois coelhos com uma cajadada só – o que prova que a idéia não foi dele.

 A fuga para o Brasil seria possível graças à escolta inglesa que levaria todo o povo de Portugal para lá. O que seria um tremendo sacrilégio, já que nem todos eram ricos e/ou nobres. Então, Dom João mandou afundarem muitos navios, para que só os ricos e/ou nobres embarcassem (o que foi, é claro, censurado de todas as fontes), colocando assim, um grandioso letreiro no porto de embarque, que dizia:

Aviso:
Aos cidadãos e famílias que não possuem propriedades valiosas, aos que não tem no mínimo 5 escravos próprios,aos falidos economicamente, aos desprovidos de fortunas e tesouros, resumindo: aos paupérrimos sem dinheiro algum, aqui a Coroa Portuguesa se dirige a vós: tereis que ficar e lutar pelo seu país. Lutar e morrer, pois não vamos fazer grandes investimentos nessa guerra - estamos quebrados. Mas isso são só detalhes, não é? O que importa é o amor à pátria!

PS.: se perguntarem, não afundamos embarcação alguma, e não há espaço para todos. Até a vista!

Até hoje existem controvérsias sobre o que dizia o letreiro. Também pudera, fui eu que o inventei. Como sempre na história, esse letreiro ficou nas entrelinhas.

Foi um segundo pandemônio.

Em meio aos passos apressados (os mais apressados possíveis) para embarque de pessoas e suas riquezas nos navios, haviam as pessoas que estavam lendo o letreiro, as pessoas que tinham acabado de ler o letreiro e agora se encontravam desesperadas, e os revoltosos que tinham acabado de ficar desesperadas e agora estavam protestando e vaiando, provocando um terceiro pandemônio.

Não houve jeito, só os nobres, ricos e poderosos que embarcaram e conseguiram fugir (junto com seus criados), totalizando 15 mil pessoas saindo mais do que depressa do seu próprio país. 



quarta-feira, 28 de março de 2012

A cigarra só trabalha porque não sabe cantar


Raul Seixas foi um cara barbudo, masoquista e desajustado que desafiou a Ditadura Militar cantando e tocando músicas dignas de serem feitas por alguém que quer morrer antes da aposentadoria.


Raulzito pregava várias idéias com sua música, por exemplo: "Viva a vida, por que ela é uma só" e "Não acredite em Deus, por que ele é um charlatão". Ou quase isso.


Seixas era adepto do hinduísmo, ou assim parecia. Em suas músicas falava abertamente de Krishna, inclusive Gítã (letra em parceria com Paulo Coelho, faixa-título do seu quarto disco)  foi inspirada em um poema hindu, chamado Bhagavad-Gítã - e foi um dos, se não o maior, sucessos de Raul Seixas.


Criticava o governo Militar. Como criticava. Se alguém pode dizer que Raul Seixas teve um inimigo, além da morte, foi a censura. Mas creio que ele não guardou rancor, afinal, ele preferia ser aquela metamorfose ambulante.


Meio hippie doidão, meio rockeiro, meio cantor de baião, meio cantor de country, Raul foi o maior cantor da... MPB. 


Apesar de cantar e tocar pouco se importando com o perigo, ele não dançou por causa da censura. Morreu de pancreatite, veja você. Mas pode-se dizer que venceu a morte. Mais de 20 anos depois de vestir o terninho de madeira, ainda converte gente para o "Raulseixismo", sem bater palmas de porta em porta perguntando se alguém têm tempinho pra conversar.


Minhas músicas preferidas. Quase impossível escolher à dedo:

Kboing

Rádio UOL
Gítã

Várias músicas foram lançadas após sua morte, dentre elas, algumas que foram censuradas.


Tchau. E lembre-se: quem não tem colírio, usa óculos escuros; quem não tem visão, bate a cara contra o muro.

sexta-feira, 23 de março de 2012

O Rebelde Independente - Capítulo 3


É necessário ler:

Vigésimo Nono, Primeiro do Brasil e Quarto de Portugal.

 Os nobres gostam de pôr nomes espetacularmente gigantescos aos seus filhos por dois motivos: primeiro, por que têm nomes espetacularmente gigantescos que herdaram de seus pais, e odeiam quebrar as tradições; segundo pelo simples prazer de tornar seu filho tão especial a ponto de fazer com que o nome do mesmo não caiba em um RG.

 Filhos de nobres já nascem mimados, ricos, poderosos, e com direito garantido de que vão dominar tudo assim que seus pais baterem as botas.

 Pedro de Alcântara Francisco António João Carlos Xavier de Paula Miguel Rafael  Joaquim Gonzaga Pascoal Cipriano Serafim de Bragança e Bourbon, além de possuir uma hora e meia de nome que nem ele mesmo decorou, tinha outra coisa em especial: era filho de um príncipe regente, este que governava o primeiro Império Ultramarino do mundo e que estava presente nos quatro cantos do planeta.

Sua mãe, Dona Carlota Joaquina, deu à luz a ele em Queluz; em 12 de outubro de 1798.
Dom Pedro, o “Vigésimo Nono, Primeiro do Brasil e Quarto de Portugal”, como eu o chamo; foi um cara legal. Foi o que se pode dizer, um brasileiro que nasceu do outro lado do Atlântico.

Algumas das características mais marcantes e uma das mais explicitadas nos livros, é o fato dele ser avesso às regras, esperto e espevitado, assim como todo mundo diz ser um típico brasileiro.

 Era um português tão tipicamente brazuca que adorava o Brasil mais até que os próprios brazucas. Quando pequeno, sempre ouviu falar do Brasil e lia folhetos que diziam algo como “Venha para o país tropical, abençoado pelo Rei de Portugal, e bonito pela coroa portuguesa”. Dizem que foi dele a idéia de mudar os dizeres do folheto, dando inspiração para a música do Jorge Ben Jor.

 O pequeno Dom Pedro foi criado em casa - palácio, no caso - educado por religiosos (católicos, não se engane).  Adorava andar a cavalo, escutar e compor músicas, matar aula de vez em quando, e tinha o hábito de fugir do palácio ocasionalmente, para brincar com os meninos pobres não-nobres portugueses; afinal eu também iria, visto que a nobreza é um tanto quanto chata, quando se é acostumado com todo aquele ouro e poder, não é?

 Porém, que fique claro, apesar de todas essas características simpáticas dignas de um pipocão americano, de herói o dito cujo não tinha nada: era rebelde e respondia mal aos mais velhos (até levou alguns puxões de orelha da Rainha da Inglaterra uma vez quando foi tomar um chá), além do fato de detestar seu sotaque, o que é um insulto a todos os lusitanos.
...

 Tinha lá os seus 9 anos de idade, quando recebeu a notícia de seu pai que iriam viajar para o Exterior, por tempo indeterminado.

 Não está escrito, ou pelo menos não visível o suficiente para se ler em algum lugar, que Dom João explicou ao seu filho o que estava acontecendo, e por que eles tinham que abandonar sua querida e amada terra natal. Mas como quem escreve essa história sou eu, foi mais ou menos isso que aconteceu:

-Filho – começou Dom João, tentando ser mais paternal do que de costume, após mandar os criados chamarem o pequeno Pedrinho para a grande sacada onde se encontrava. Ele mesmo poderia ter chamado, Pedrinho estava no aposento ao lado, mas sou quase um rei, pensou, preciso agir como rei, e agir como rei é não usar as pernas.

-Tu sabes quem é Napoleão Bonaparte, não é filho? – disse

-Sei, sei sim. Por quê? – disse Pedrinho.

-Bom, tu sabes então que ele está pressionando meu governo...

-A romper com a Inglaterra. – completou Pedrinho.

-C-Como é que... ? – perguntou Dom João, franzindo a testa.

-Como é que eu sei? Ora, papai, eu leio jornal, sabe? E era meio óbvio que tudo isso ia acontecer, estão falando de Napoleão desde que eu nasci. Desde que se tornou cônsul ele tem uma enorme influência na França, era claro que teria o poder suficiente pra dominar toda a Europa com aquele exército magnífico que ele formou, assim que se auto proclamasse Imperador. E como a Inglaterra é a maior potência econômica por aqui, e o senhor tem acordos inacabáveis com ela, é só somar dois mais dois e descobrir...

-Que são cinco. É, eu também tive essa conversa com a Rainha...

-...e descobrir que Bonaparte não iria conseguir dominá-la tão facilmente, - continuou Pedro, sem dar muita atenção à enorme aptidão matemática do pai - usando recursos externos para forçar o domínio, que no caso foi o Bloqueio, ferrando assim com o senhor.

-E de onde tu tiraste tanta inteligência?

-Talvez da mamãe...

-É, essa é uma boa resposta – disse Dom João, sem entender o sarcasmo.

-Bom, então presumo que vamos para o Brasil, não?

-É, vamos para o Brasil, sim. – disse Dom João, desistindo de perguntar novamente como ele sabia daquilo.

quarta-feira, 21 de março de 2012

Parabéns Codinome B

É vou falar a verdade.
Eu só estou sabendo do aniversário pelo post do Bruno.
Tantas promessas não esquecidas, metas não cumpridas.
E apenas a vontade.
Sem nenhuma ação.
Do que adianta prometer se não vai cumprir, é o que eu pergunto a mim mesmo.
Se eu prometesse que a partir de hoje postaria sempre,
Do que adiantaria?
Desistiria num momento próximo.
Falta muito pra eu poder conseguir fazer algo.
Mas eu poderia tentar.
Não vou mais ficar reclamando de mim.
Queria dar os parabéns ao Bruno, o único que sempre se manteve de pé.
O que sempre quis o máximo para o blog.
O que sempre fez o blog.
Meus parabéns Codinome-b
Que esse ano seja bom, e melhor.
Com mais de um postador (Bruno) eu espero.
Que eu consiga postar.

Amém.
-q

Um Ano de merda nenhuma

Vamos comemorar. 
AEEEEEEEEEEEEEEE!
Pronto.


No dia 21 de Março de 2011, depois de uma série de devaneios, tédio excruciante e idéias desinteressantes, resolvo postar alguma coisa nesta budega que você está visitando.


A curto prazo sonhei em fazer sucesso, ter dezenas de milhares de visitas por dia e ficar famoso. A longo prazo, ficar milionário, pegar todas, ter uma Ferrari e ir pra Europa de jatinho.


Nenhum dos dois prazos deu certo, como você pode perceber. A única coisa que consegui foi... É, nenhuma das duas coisas deu certo mesmo.


Essa idéia de jerico ainda está de pé. Fadada ao fracasso, mas de pé. Sustentada por um retardado mental que é versado em drama por correspondência, mas de pé.


É isso, senhores. Não parece, é uma sacanagem sem-vergonha, mas é. Hoje faz um ano que o blog está funcionando (no sentido bem básico da palavra), e eu queria prestar uma, digamos, homenagem? Ao nosso querido, amado e moribundo Codinome B.


Au revoir  

sexta-feira, 16 de março de 2012

O Rebelde Independente - Capítulo 2

É necessário ler:

A Ameaça do Cascudo

-Não vou! – bateu os pés a Rainha.

-Vai. Ah, você vai – pressionou Bonaparte.

-Sua mãe nunca te ensinou a não fazer Bloqueios Continentais contra os mais velhos? – disse a Rainha

-Na verdade foi ela que me ensinou tudo o que eu sei. Mas o Bloqueio Continental foi invenção minha mesmo. Então, não vai se unir ao império, vossa majestade?

-Não.

-Será que vou ter que obrigá-la?

-Tente. Mas aviso, se eu perceber o mínimo ruído de militares tentando tomar o poder do meu reino, te dou um cascudo bem no meio dessa sua testa chata. – disse, bebericando um pouco de chá.

Esses dizeres ficaram conhecidos como “A Ameaça do Cascudo”, apesar de ninguém conhecer realmente essa ameaça, nem saber se foi só ameaça.

...

O Império Ultramar Português é o termo utilizado para se referir à dominação Portuguesa de muitos territórios nos quatro cantos do planeta. Foi o primeiro e o mais duradouro dos impérios colonizadores.

O que nos interessa dele é o início, em 1415 com a conquista de Ceuta; o dito “Descobrimento” do Brasil, em 1500; e o fim, em 2002, com a Independência do Timor-Leste.

Vamos agora falar dos territórios que Portugal dominava no século XIX. A coisa mais em comum entre eles, além da língua, era o assalto que sofriam da Coroa Portuguesa. Ao contrário da Inglaterra, que preferia cordialmente que suas colônias fossem de povoamento, Portugal optava pelo o que eu chamo de Colonização Chupim.

A primeira coisa foram os escravos, depois o pau-brasil, e depois (não necessariamente nesta ordem) ouro, açúcar, café e a dignidade dos colonos. Tudo isso deu (e ainda dá) uma imagem de tirania à Portugal Metrópole. Chamado por todos (por mim) de Senhorio Cruel e Calculista. Não posso explicar o calculista, pois nem eu mesmo entendo o por quê.  Só posso explicar o porquê não seria calculista.

A tarde em questão, que podia muito bem ser uma noite ou uma bela manhã, foi num dia não especificado entre 1806 e 1808, que eu acabei de inventar.

Dom João, que estava comendo baguetes com bacalhau (sua cozinha preferida), na sacada de seu suntuoso palácio de Queluz, recebeu uma carta da senhora sua majestade Rainha da Inglaterra:

Londres, dia não especificado entre 1806 e 1808

Caro Dom João.
As coisas por aqui estão terrivelmente pretas, aquele Napoleão não tem modos, e a mãe dele menos...

Como você provavelmente sabe, ele decretou o Bloqueio Continental, e não adiantou ralhar com ele. O senhor sabe que isso afeta nossos acordos, portanto, há de tomar uma providência

Atenciosamente, a Rainha da Inglaterra.

PS.: quando puder, venha tomar um chá.

A resposta foi-se logo em seguida:

-Alguma sugestão, Rainha?

-Ora, claro que tenho, mas o Império é seu, não é mesmo?

-Sim, sim, mas tu podes dar sugestões o quanto quiseres, sugestões não são ordens. Pelo menos eu acho que não.

-Eu não preciso, caro Dom João, só há uma saída.

-E qual seria?

-Ora, não é óbvio? É só somar dois mais dois!

-Ora pois, são cinco! Mas no que isso me ajuda?

-Em nada, foi uma figura de linguagem. O que quis dizer foi que só é preciso pensar um pouco.

-Pois então é aí que estás o problema. Pensar me dói a cabeça, e eu odeio que me doa a cabeça, por que não consigo comer baguete com bacalhau quando me dói a cabeça.

-Pois faça um esforço, não posso manter relações mercantes com um príncipe que não toma doril.

Dom João, ouvindo os galopes apressados de cavalos hispânicos e franceses ao longe, cujos donos haviam combinado atacar Portugal e tomar suas colônias se ele não se decidisse, começou a se desesperar.

-Raios, Rainha! Queres me ver em maus lençóis? Diga logo o que queres que eu faça!

-Okay, okay, é só fugir.

-Mas opá! Até eu podia ter pensado numa coisa dessas!

-Na sua expectativa mais impossível, acho que sim.

Houve uma pausa.

-Rainha...

-Ainda está aqui?

-Não entendi muito bem, sabe como é... Fugir para donde?

-PELO AMOR DO REI ARTHUR! Para onde mais? Para o Brasil!

-Ah, claro, claro. Era óbvio.

Houve outra pausa.

-Eh, Rainha...

-O QUE FOI DESSA VEZ? O SENHOR ESTÁ ME OBRIGANDO A DEIXAR DE SER CORTÊS E EDUCADA!

-Por que não Angola, Moçambique, ou outra colônia?

-Em Angola e em Moçambique é muito escuro a noite, e como você sabe, deve haver contraste entre o céu e seus habitantes, por questões de etiqueta. – Essa foi uma das frases que também foi retirada de todas as fontes, para conservar a imagem conservadora da Rainha. Porém, os historiadores se deram ao trabalho de fazer transparecer sutilmente esse fato nas entrelinhas.

-Ah, claro... certo, certo. – disse dom João, tentando fingir que entendeu.


Sou culto, seu merdinha do caralho!

Eu no Twitter:
---------------------------------------------------------------------------------------------------------
--------------------------------------------------------------------------------------------------------
-------------------------------------------------------------------------------------------------------- 
@brunno_98 se foda.
---------------------------------------------------------------------------------------------------------
Aprendam a ter cultura com esse cidadão.


sexta-feira, 9 de março de 2012

O Rebelde Independente - Capítulo 1


É necessário ler:

O Anão Francês

Há quem diga que Napoleão Bonaparte foi um grande e respeitável líder burguês. Até aí está certo, tirando a parte do “grande”. Napinho, como era chamado nos seus círculos de amizade, tinha menos de um metro e sessenta de altura.

Este era um dos motivos pelos quais ele sofria bullying escolar, o que, para não estragar sua “grande” e respeitável imagem, nunca foi mencionado por nenhum livro didático de história. O outro motivo eram suas canelas finas de antílope.

Napinho, apesar de ser baixo e possuir canelas horrivelmente finas, tinha um cérebro de dar inveja. Um cérebro doentio, mas de dar inveja.  Aos 10 anos de idade, já tinha um plano totalmente traçado de como dominar o mundo, levando a França ao poder absoluto.

E foi aos 10 anos que esse plano teve início. Bonaparte obrigou seu pai a tranferí-lo da escola onde estudava para um colégio militar (o que também, para não estragar sua imagem, foi censurado de todas as fontes), primeiro, por que detestava aquela escola, o bullying que sofria por causa da sua altura e espessura das pernas; e segundo, que seria uma ótima maneira de conseguir que seu plano tivesse início.

Seu empenho, determinação, e suborno mensal aos seus superiores hierárquicos, lhe renderam o cargo de tenente da artilharia do exército francês 9 anos depois.

Aos 27, com a deixa simpática da Revolução Francesa, se tornou general.
Fazendo algumas sabotagens comerciais aqui e ali em nome da França contra países adversários, foi ganhando respeito. O respeito lhe foi tanto que se tornou Imperador. Vai entender a lógica disso...

Esse foi o estopim. Aos 35 anos de idade, impôs nova forma de governo e novas leis na França – uma delas era a sentença de morte para quem caçoasse de suas pernas, altura, ou lhe chamasse de Napinho – e iniciou guerras por toda a Europa.

41 anos. Ele dominava toda a Europa. E como a Europa dominava tudo, ele dominava o mundo. A não ser por um pequeno detalhe. Um detalhe de cento e trinta mil trezentos e noventa e cinco quilômetros quadrados chamado Inglaterra.
...
Ah, Inglaterra, a teimosa Inglaterra...
O que Napinho... quero dizer, Napoleão, fazia era vencer guerras com todos os países europeus possíveis, instaurando a “paz” logo depois – esta carregada de direitos sobre a nação perdedora – fazendo de Bonaparte o dominador de tudo e de todos. Ou pelo menos foi isso que eu entendi.

O único problema era “Ah, Inglaterra, a teimosa Inglaterra”. Depois de instaurada a “paz” entre França e Inglaterra, a Rainha resolveu parar de ser cortês e bebericar chá e começou a agir, se unindo às rebeldes Rússia e Áustria, todo mundo querendo a cabeça de Bonaparte.

A conclusão foi o Bloqueio Continental, que impedia o comércio dos países europeus com a Inglaterra. O raciocínio era o seguinte: “Se a Terra da Rainha não se une a mim, ou morre paupérrima, ou se une a mim”.


sexta-feira, 2 de março de 2012

O Rebelde Independente - Prefácio

É necessário ler o post:

 A história do Brasil sempre foi contada monótona e cansativamente pela escola. Em qualquer lugar que se estude, sempre existe a mesma ladainha exaustiva dos acontecimentos, do Descobrimento à Ditadura Militar.

 Tudo isso exige um enorme esforço do aluno. Não para entender, mas pra resistir ao desejo compulsivo de se deitar, dormir e babar em cima da mesa.

 O que proponho aqui, afinal, é bem simples.

 A visão equivocada que se têm do brasileiro na história é de um herói reprimido, inicialmente submisso às tarefas e ordens dadas por um senhorio cruel e calculista, que depois se dá conta de que é um herói reprimido, e começa a se rebelar, se consagrando só como herói e não mais como reprimido.  Aqui vou retratar o brasileiro como ele realmente é: despreocupado, descontraído, extrovertido, festeiro e todos os outros motivos que fazem dele uma personalidade interessantemente ignorante.

 A visão equivocada que se têm do lusitano na história é de um senhorio cruel e calculista (seja lá o que isso for), inicialmente dominante de vastos territórios e povos, que depois começa a perder o domínio desses territórios e povos, se revelando um senhorio cruel e calculista que administra mal seus territórios e povos. Aqui vou retratar o lusitano como ele realmente é: um velho corpulento dono de uma grande bigodeira e de um quepezinho xadrez, que fala “Ora pois” e come bacalhau.


quinta-feira, 1 de março de 2012

Nova História



Hey! Estive hesitando fazer isso, por que o blog anda meio caidinho, mas pensei, tenho que fazer algo, né?

E, como foram os meus textos e as histórias que mais bombaram por aqui (vide Peterson Aguivailton, do Pydro), resolvi unir as duas coisas.

Vou publicar aqui toda sexta-feira, o meu texto que teve mais aprovação até hoje, um capítulo por vez.

Você vai ter que lembrar do que estudou sobre história do Brasil, e, se entendeu bem, posso te garantir boas risadas ou simplesmente um polegar levantado da sua parte. Se você não gosta de História, e o meu objetivo é esse, vai passar a gostar.

Mas aviso logo que portugueses, baianos, cariocas e pessoas com nomes estupidamente grandes estão sujeitas a repudiar tudo o que escrevi. Portanto, se você se encaixa em uma das categorias, te aconselho a não ler nenhuma palavra, pela minha segurança.